domingo, 18 de abril de 2010

esquilo - vermelho


O esquilo-vermelho ou esquilo-vermelho-eurasiático (Sciurus vulgaris) é uma espécie de esquilo pertencente ao género Sciurus. É um roedor omnívoro que habita árvores, sendo muito comum por toda a Eurásia.

Em Portugal, o esquilo-vermelho desapareceu no século XVI, mas nos anos 1990 populações vindos da Espanha voltaram a colonizar o norte do país.[1] Na Grã-Bretanha e Irlanda os seus números têm decrescido, em parte devido à introdução do esquilo-cinzento americano (Sciurus carolinensis)[2] e também devido à baixa manutenção do seu habitat. O esquilo-cinzento foi também introduzido no norte da Itália, e há o risco de que também nessa região ocorra a competição com a espécie nativa européia.


Reprodução e mortalidade

O acasalamento pode ocorrer no final do Inverno, durante Fevereiro e Março, e no Verão, entre Junho e Julho. Uma fêmea pode originar uma a duas ninhadas por ano; cada ninhada tem normalmente três ou quatro crias mas pode ter até seis. A gestação dura 38 a 39 dias. A mãe toma sozinha conta das crias, que nascem indefesas, cegas e surdas e pesando entre 10 e 15 g. O seu corpo encontra-se coberto de pêlo após 21 dias, os olhos e ouvidos abrem após três ou quatro semanas e desenvolvem todos os seus dentes até aos 42 dias. Os jovens esquilos conseguem comer alimentos sólidos após 40 dias, podendo após este tempo abandonar o ninho e encontrar comida por meios próprios; são no entanto amamentados até às oito a dez semanas.

Um esquilo-vermelho com duas semanas de idade.

Durante o acasalamento, os machos detectam as fêmeas que se encontram no estro através de um odor que elas produzem; embora não exista corte, o macho corre atrás da fêmea até cerca de uma hora antes de acasalar. É usual diversos machos correrem atrás da mesma fêmea até o macho dominante (normalmente o de maior envergadura) conseguir acasalar. Machos e fêmeas acasalam múltiplas vezes com diversos parceiros. As fêmeas têm de possuir uma massa corporal mínima até atingir o estro e as fêmeas mais pesadas produzem em média mais filhotes. Uma fêmea produz a sua primeira ninhada tipicamente durante o seu segundo ano de vida. A reprodução pode ser mais lenta se a comida for escassa.

Um esquilo-vermelho vive cerca de três anos, embora alguns espécimens vivam até aos sete ou dez anos se em cativeiro. A sobrevivência tem uma correlação positiva com a disponibilidade de sementes durante o Outono e Inverno; em média, 75% a 85% dos jovens esquilos desaparece durante o primeiro Inverno e a mortalidade desce para 50% nos Invernos seguintes.[3]

quarta-feira, 7 de abril de 2010

o Gamba




Gambá (de guámbá, o ventre aberto, a barriga oca por causa da bolsa onde cria os filhos[carece de fontes?]) é o nome popular de um animal típico das Américas. É um dos maiores marsupiais da família dos didelfídeos, pertencentes ao gênero Didelphis, que habitam do sul do Canadá à Argentina e são onívoros. Na natureza têm como principal predador o gato-do-mato (Leopardus spp.), enquanto nas cidades são freqüentemente atropelados por terem a visão ofuscada pelos faróis e por terem pouca mobilidade – exceto nas árvores. São ainda confundidos por vezes com o cangambá (Mephitis mephitis), que embora se assemelhe, não é um marsupial, mas sim um mustelídeo.
Características

Os gambás são animais com 40 a 50 centímetros de comprimento, sem contar com a cauda que chega a medir 40 cm, com um corpo parecido com o rato, incluindo a cabeça alongada, mas com uma dentição poliprotodonte (fórmula dental: 5/4, 1/1, 3/3, 4/4 = 50). A cauda tem pêlos apenas na região proximal, é escamosa na extremidade e é preênsil, ou seja, tem a capacidade de enrolar-se a um suporte, como um ramo de árvore. As patas são curtas e têm 5 dedos em cada mão, com garras; o hálux (primeiro dedo das patas traseiras) é parcialmente oponível e, em vez de garra, possui uma unha,têm marsúpio e,ao contrario da maioria dos marsupiais,sua cauda é menor que seu corpo
[editar] Reprodução
Gambá fêmea, com a bolsa marsupial cheia de filhotes

Os gambás podem reproduzir-se três vezes durante o ano, dando 10 a 20 filhotes em cada gestação, que dura 12 a 14 dias. Como nos restantes marsupiais, ao invés de nascerem filhotes, nascem embriões com cerca de um centímetro de comprimento, que se dirigem para o marsúpio, onde ocorre uma soldadura temporária da boca do embrião com a extremidade do mamilo. Os filhotes permanecem no marsúpio até 4 meses e, quando crescem mas não são ainda capazes de viver sozinhos, são transportados pela mãe em seu dorso. Em cativeiro, o período de vida é de 2 a 4 anos.
[editar] Comportamento

Os gambás não vivem em grupos, mas na época da reprodução eles formam casais e constroem ninhos com folhas e galhos secos em buracos de árvores.

Seus hábitos são noturnos, por isso, quando começa escurecer, o gambá sai de seu abrigo para caçar e coletar alimentos. Sendo um animal onívoro, se alimenta praticamente de tudo, como: raízes, frutas, vermes, insetos, moluscos, crustáceos (caranguejos encontrados em zonas de manguezais), anfíbios, serpentes, lagartos e aves (ovos, filhotes e adultos).

Embora possuam uma grande diversidade de presas, os gambás são animais de movimentos lentos e de pouca agilidade, exceto para trepar em árvores, utilizando a cauda preênsil.
[editar] Distribuição Geográfica
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Gambá da América do Norte, com pelagem de inverno

Os gambás podem ser encontrados em várias regiões das Américas, desde o Canadá até a Argentina. No território brasileiro pode-se encontrar quatro espécies:

* Didelphis aurita - Gambá-de-orelha-preta: em todo o Estado de São Paulo, principalmente nas regiões de Mata Atlântica deste e dos estados próximos; ocorre também no norte do Rio Grande do Sul e Amazônia;
* Didelphis albiventris - Gambá-de-orelha-branca: Brasil Central, especialmente no Estado de São Paulo e no Rio Grande do Sul; também endêmico no Nordeste, especialmente Pernambuco, onde é denominado timbu;
* Didelphis marsupialis – Gambá-comum: Desde o Canadá ao norte da Argentina e Paraguai; no Brasil, principalmente na região amazônica
* Didelphis paraguaiensis - Rio Grande do Sul e Mato Grosso, podendo também ser encontrado no Paraguai.
* Didelphis virginiana - Gambá-da-Virgínia: desde o Canadá ao norte da Argentina.

Variedade de Nomes

O gambá também chamado mucura (Amazônia e Brasil meridional), sarigué, sariguê, saruê ou sarigueia (Bahia), timbú ou cassaco (Pernambuco ao Ceará), micurê (Paraguai e Mato Grosso) ou opossum (Estados Unidos da América).

O nome gambá tem origem na língua tupi-guarani, onde "gã'bá" ou "guaambá" significa uma mama oca, uma referência ao marsúpio, a bolsa ventral onde se encontram as mamas e onde os filhotes vivem durante parte de seu desenvolvimento.
[editar] Espécies

* Didelphis albiventris Lund, 1840 - Gambá-de-orelha-branca
* Didelphis aurita Wied-Neuwied, 1826 - Gambá-de-orelha-preta
* Didelphis imperfecta Mondolfi e Pérez-Hernández, 1984
* Didelphis marsupialis Linnaeus, 1758 - Gambá-comum
* Didelphis pernigra J.A. Allen, 1900
* Didelphis virginiana Kerr, 1792 - Gambá-da-virgínia
* †Didelphis solimoensis

o leão



Para outros significados de Leão, ver Leão (desambiguação).

Como ler uma caixa taxonómicaLeão
Macho
Fêmea (Leoa)
Estado de conservação
Status iucn3.1 VU pt.svg
Vulnerável
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Felidae
Género: Panthera
Espécie: P. leo
Nome binomial
Panthera leo
Lineu, 1758
Distribuição geográfica
Distribuição de Leões na África
Distribuição de Leões na Índia
Sub-espécies


O leão (do latim leone)[1][2] (Panthera leo) é um dos quatro grandes felinos no gênero Panthera, e um membro da família Felidae. Com alguns machos excedendo 250 kg em peso, ele é o segundo maior felino vivente depois do tigre. Leões selvagens existem atualmente na África Subsaariana, e na Ásia com uma população reminescente em perigo crítico, na Floresta de Gir na índia, tendo desaparecido da África do Norte e do Sudoeste Asiático em tempos históricos. Até o Pleistoceno tardio, o qual foi há cerca de 10 000 anos, o leão era o mais difundido grande mamífero terrestre depois dos humanos. Eles era encontrados na maior parte da África, muito da Eurásia, da Europa Ocidental à índia, e na América do Yukon ao Peru.

Leões vivem por volta de 10-14 anos na natureza, enquanto em cativeiro eles podem viver mais de vinte anos. Na natureza, machos raras vezes vivem mais do que dez anos, visto que ferimentos sofridos em combate contínuo com machos rivais reduz sua longevidade. Originalmente encontrado na Europa, Ásia e África. Tais felinos possuem coloração variável, entre o amarelo-claro e o marrom-escuro, com as partes inferiores do corpo mais claras, ponta da cauda com um tufo de pêlos negros (que encobrem um esporão córneo, para espantar moscas) e machos com uma longa juba. Há ainda uma raridade genética de leões brancos, que, apesar de sua linda aparência, apresentam dificuldades de sobrevivência por se destacarem nas savanas ou selvas, logo, tendo imensas dificuldades de caça. São exclusivos da reserva de Timbavati.

Os leões estão muito concentrados atualmente nas savanas reservadas, onde caçam principalmente grandes mamíferos, como antílopes, zebras,javalis; um grupo abate um búfalo-africano entretanto, se o bando estiver faminto pode abater um elefante jovem, na maioria das vezes, e que esteja só. Também é freqüente o confronto com hienas, estando estas em bandos ou não, por disputa de território e carcaças.

O leão é apelidado de o "rei da selva " por se encontrar no topo da cadeia alimentar africana. Não obstante, são os felinos mais sociáveis do mundo: um grupo pode possuir até quarenta indivíduos, composto na maioria por fêmeas.

baleia - orca


Reino: Animmalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Cetacea
Subordem: Odontoceti
Família: Delphinidae
Gênero: Orcinus
Espécie: Orcinus orca
Tamanho: comprimento do corpo 6,5 a 8,0 m Peso: 2,5 a 7 ton.
Coloração: dorso e flancos pretos; ventre branco, estendendo-se na
forma de lobos sobre o flanco; mancha branca oval acima e atrás dos
olhos; sela cinza indistinta sobre o dorso, atrás da nadadeira dorsal.
Distribuição: todos os oceanos e mares, dos trópicos aos pólos
Tam. do grupo: pequenos a grandes grupos
Dieta: peixes, lulas, focas, golfinhos e toninhas; pinguins, tartarugas-marinhas, e grandes baleias
Reprodução: não-sazonal; somente um filhote por vez
Longevidade: machos chegam a 50 anos, fêmeas chegam a 80 anos
Situação atual: não ameaçada



Comportamento

A orca pode ser encontrada em todo o planeta, apesar de sua distribuição desigual. Vista com mais
frequência em águas mais frias (em particular em regiões polares) do que em águas subtropicais ou
tropicais. Prefere águas mais profundas e costuma navegar próximo à costa, na rebentação, até o
perímetro de aproximadamente 800 km da costa. Não faz longas migrações como as baleias-azuis,
por exemplo, e são habituadas a navegar entre blocos de gelo flutuantes nas águas gélidas, onde
procuram presas.

Estudos realizados no litoral noroeste dos EUA e Canadá mostram que existem
dois tipos diferentes de orcas, as transeuntes e as residentes, com diferenças físicas e comportamentais.


As transeuntes formam bandos pequenos (1 a 7 orcas por grupo), percorrem uma área maior, alimentam-
se de outros mamíferos emitem sons com menor frequência e quando nadam, mudam abruptamente de
direção, costumam permanecer sob a superfície da água entre 5 a 15 minutos, subindo nos intervalos
para respirar. Possuem barbatanas dorsais mais pontiagudas do que as residentes.

As residentes formam bandos maiores, geralmente tendo de 5 a 25 orcas no grupo, percorrem uma área
menor, alimentando-se de peixes. Emitem sons mais longos, têm rotas de navegação previsíveis e
raramente passam mais de cinco minutos embaixo da água.

Diferente dos golfinhos, as orcas não costumam acompanhar os navios, mas são frequentemente vistas
dando saltos, batidas de cauda e peito na superfície da água e se esfregando no leito marinho, próximo
às praias. Talvez esse costume seja para "coçar" o corpo e retirar camadas mortas de pele. Outras
características comportamentais incluem nadar velozmente, no momento em que as orcas sobem à
superfície para respirar, a "imobilidade", o bando sobe à superfície sincronizando o movimento e
ocasionalmente a "batida de nadadeira dorsal", quando a orca movimenta uma das nadadeiras peitorais,
fazendo o corpo girar e bater a nadadeira dorsal na superfície da água. Podem viajar numa velocidade de
até 55 km/h. O sopro - um jato de água que é atirado pelo orifício nasal do animal -, quando baixo e
denso, é muitas vezes visível no ar frio.

Alimentação

A orca é um predador versátil, alimenta-se de uma diversidade enorme de animais, desde lulas, peixes e
aves, até focas, golfinhos e tartarugas-marinhas. Em bando, são capazes de abater baleias de grande
porte, como a azul. Várias espécies de baleias e golfinhos costumam conviver junto às orcas,
aparentemente sem receio, e parecem saberem instintivamente que não há perigo de serem atacados.

A orca é um dos raros cetáceos que nadam até a praia com o objetivo de alimentar-se. Arrastam-se pelo
leito, afim de apanhar filhotes de leões-marinhos e outros mamíferos de porte equivalente a este. Depois
utilizam as nadadeiras peitorais para se virar e com alguns impulsos de corpo, atingem o mar aberto
novamente, com a presa entre os dentes. Alguns filhotes, ao aprenderem com suas mães esta técnica,
acabam encalhando na praia.